Ode al Tomate
Posted in estrangeiras, mordidas sonoras, poemas, turista aprendiz on setembro 28th, 2011 by adriana arakake – Be the first to commentPablo Neruda por Jorge Drexler
Pablo Neruda por Jorge Drexler
na cozinha com dom um romão

Você pensa que cachaça é água?
Cachaça não é água não
Cachaça vem do alambique
E água vem do ribeirão
Pode me faltar tudo na vida
Arroz, feijão e pão
Pode me faltar manteiga
E tudo mais não faz falta não
Pode me faltar o amor
Há, há, há, há!
Isto até acho graça
Só não quero que me falte
A danada da cachaça
trecho do filme Luzes da Cidade, Charlie Chaplin, 1931
Composição: Domínio Público, versão e adaptação de Renato Teixeira
E era ainda um menino
Meu pai me disse assim
Presta atenção no limoeiro
Prá vida compreender
E prá que eu não esquecesse
Meu pai me ensinou
Uma velha canção do povo
que ele modificou
Meu limão, meu limoeiro
Quem te vê pode provar
Sua flor é muito doce
Mas seu fruto é de amargar
Meu limão, meu limoeiro
Meu pé de jacarandá
Uma vez tindô lelê,
outra vez, tindô lalá
Um dia eu me apaixonei
De um puro e calmo amor
Que se acabou num fim de tarde
O fruto em vez da flor
Lembrei então do grande amigo
Do que ele me ensinou
E prá espantar o sofrimento
Cantei na solidão
Meu limão, meu limoeiro…
E assim se vai tocando a vida
O sim versus o não
Na lida do dia a dia
A busca da razão
Por isso quando eu tô em casa,
Tocando violão
Eu canto sempre o limoeiro
E alegro o coração
Meu limão, meu limoeiro
Receitinha:
Caipirinha
Ingredientes:
1 dose de Cachaça
1 Limão Tahiti
3 colheres de sopa de açúcar
4 cubos de gelo
Modo de preparo
Corte o limão em 4 partes, retire os caroços e o filete branco do centro.
Coloque o limão em um copo baixo e largo e adicione o açúcar.
Soque com um pilão espremendo o limão e misturando com o açúcar.
Adicione os cubos de gelo e finalmente, a cachaça.
Sirva com um palito para misturar

Os bóias-frias quando tomam
Umas “birita” espantando a tristeza
Sonham com um bife a cavalo, batata frita
E a sobremesa é goiabada cascão com muito queijo
Depois café, cigarro e um beijo de uma mulata
Chamada Leonor ou Dagmar
Amar, o rádio de pilha, o fogão jacaré
A marmita, o Domingo, o bar
Onde tantos iguais se reúnem contando mentiras
Pra poder suportar ai
São pais-de-santo, paus-de-araras, são passistas
São flagelados, são pingentes, balconistas
Palhaços, marcianos, canibais, lírios, pirados
Dançando, dormindo de olhos abertos
Na sombra da alegoria dos faraós embalsamados

Com açúcar, com afeto, fiz seu doce predileto
Pra você parar em casa, qual o quê!
Com seu terno mais bonito, você sai, não acredito
Quando diz que não se atrasa
Você diz que é um operário, sai em busca do salário
Pra poder me sustentar, qual o quê!
No caminho da oficina, há um bar em cada esquina
Pra você comemorar, sei lá o quê!
Sei que alguém vai sentar junto, você vai puxar assunto
Discutindo futebol
E ficar olhando as saias de quem vive pelas praias
Coloridas pelo sol
Vem a noite e mais um copo, sei que alegre ma non troppo
Você vai querer cantar
Na caixinha um novo amigo vai bater um samba antigo
Pra você rememorar
Quando a noite enfim lhe cansa, você vem feito criança
Pra chorar o meu perdão, qual o quê!
Diz pra eu não ficar sentida, diz que vai mudar de vida
Pra agradar meu coração
E ao lhe ver assim cansado, maltrapilho e maltratado
Como vou me aborrecer? Qual o quê!
Logo vou esquentar seu prato, dou um beijo em seu retrato
E abro os meus braços pra você
composição Chico Buarque

ouça aqui: Amora- Renato Teixeira
Composição: Renato Teixeira
Cozinha da casa do músico no Queens, Nova York

| Ella Fitzgerald – The Frim Fram Sauce .mp3 | ||
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Found at bee mp3 search engine | ![]() |
Prato Predileto
Louis Armstrong assinava algumas de suas cartas com a frase – “. Red Beans & Ricely Yours Louis Armstrong”, numa referência à seu prato favorito.
Quando começou namorar Lucille, com quem se casou e viveu até o fim da vida, perguntou se ela sabia fazer sua comida predileta, ela riu pensando se tratar apenas de uma brincadeira, mas, quando percebeu a seriedade da pergunta, respondeu que ainda não sabia, mas iria aprender.
Pouco tempo depois Lucille o convidou para jantar e conhecer seus pais; serviu com orgulho o tão apreciado Feijão Vermelho com Arroz à moda Creole; naquela noite os dois ficaram noivos.

Acaçá de milho bem-feito
E o jeito?
E o modo dela mercar?
Sorrindo com dentes alvos
A bata caindo do ombro
Caindo pro peito
Acaçá de milho bem-feito
E o jeito?
E o modo dela mercar?
Bem-feito é o acaçá de leite
Bem-feito é o acaçá
Bem-feito é o corpinho dela
Bem-feito como acaçá
Acaçá composição de Dorival Caymmi
receitinha
½ litro de leite de coco
1 litro de leite
1 pacote de 200 gramas de creme de arroz
1 colher de sopa de manteiga
sal
modo de fazer:
Levar ao fogo 1/2 litro de leite com o leite de coco e a manteiga.
Dissolva o creme de arroz no restante do leite e acrescente a mistura no leite fervido mexa constantemente até engrossar como se estivesse fazendo um manjar.
coloque numa forma untada de manteiga para depois de morno virar.
Acompanha bem pratos à base de peixe e frutos do mar.
fonte da receita: http://luizaboralli.blogspot.com
NOTA: O Acaçá é a comida mais importante do Camdomblé, da predileção de todos os Orixás. A massa branca é feita na verdade de milho branco debulhado, azedado e cozido até formar um belo angu chamada ekó, só depois de envolto na folha de bananeira é que passa a se chamar Acaçá.