poemas

canção esquisita

Posted in brasileiras, crianças, poemas, turista aprendiz on janeiro 23rd, 2012 by adriana arakake – Be the first to comment

A cozinheira holandesa, 1650, Gerrit Dou

a cozinheira se agita

em volta do fogão

e entoa uma esquisita

e cômica canção:

“o que eu vou cozinhar?

como é que eu vou me arranjar

neste triste estado,

com tudo quebrado?

peneira e tigela,

caneca e panela,

travessa e pilão,

pau de macarrão?

e o que eu quero comprar,

não sei como pagar:

azeite e farinha,

açúcar, toucinho,

pimenta, agrião

batatas e pão,

e o queijo, tão raro,

tudo hoje tão caro!

e nem vejo a cor do ordenado…

hoje eu fujo – e está tudo acabado!”

do livro: Um Caldeirão de poemas, Tatiana Belinky

Ode al Tomate

Posted in estrangeiras, mordidas sonoras, poemas, turista aprendiz on setembro 28th, 2011 by adriana arakake – Be the first to comment

Pablo Neruda por Jorge Drexler

canção das ameixas

Posted in frutas, livros, poemas on abril 23rd, 2011 by adriana arakake – Be the first to comment

Foi quando amadureceram

As ameixas – veio então

À aldeia, de carroça,

Um garbozo rapagão.

Nós colhíamos ameixas,

E na grama ele deitou,

Barba loura, e espichado

Coisa e outra ele observou.

As ameixas já cozidas,

Lá conosco ele brincou,

E sorrindo, nas vasilhas,

O seu dedo ele enfiou.

A geleia de ameixas

Nós comiamos. E então,

Foi-se embora. Mas lebramos

Sempre o belo rapagão.

poema de Brecht, adaptado por Tatiana Belinky

do livro: Um caldeirão de Poemas, Tatiana Belinky, Companhia das Letrinhas

bloody mary

Posted in estrangeiras, lendas, poemas on abril 12th, 2011 by adriana arakake – Be the first to comment

 

A CARNE SANGRA NA NOITE ESCURA.

LEITE DERRAMADO, ESCORRE TUDORS

TOMATES E ESPECIARIAS DO NOVO MUNDO

BLOODY MARY, BLOODY

 

Ingredientes:
receita do site: http://www.drinkslog.com/ 

- 45 ml de Vodka
- 90 ml de Suco Concentrado de Tomate
- 15 ml de Suco de Limão Taiti
- Molho Inglês
- Pimenta do Reino
- Sal
- Tabasco
- Gelo

Modo de Preparo:

Pode ser feito utilizando coqueteleira ou montado no copo diretamente.
- Em um copo do tipo Highball coloque o gelo, a vodka, o suco de limão e de tomate.
- Mexa bem e tempere a mistura com o molho inglês, sal, pimenta do reino e o tabasco à gosto.
- Coloque um talo de salmão como decoração se desejar

Dicas:
Os ingredientes sal, pimenta, molho inglês e tabasco não devem ser colocado excessivamente pois podem danificar o sabor do drink. O ideal é uma pitada de sal e uma de pimenta, seis gotas de molho inglês e três gotas de tabasco.

pescaria

Posted in brasileiras, livros, poemas, turista aprendiz on fevereiro 16th, 2011 by adriana arakake – Be the first to comment

 Em torno do peixe, Paul Klee, 1926

Pescaria

Cesto de peixes no chão.
Cheio de peixes, o mar.
Cheiro de peixe pelo ar.
E peixes no chão.
Chora a espuma pela areia,
na maré cheia.
As mãos do mar vêm e vão,
as mãos do mar pela areia
onde os peixes estão.
As mãos do mar vêm e vão,
em vão.
Não chegarão
aos peixes do chão.
Por isso chora, na areia,
a espuma da maré cheia.

Do livro: Ou isto ou aquilo de Cecília Meireles,  Editora Nova Fronteira

amanheça, bicho solto

Posted in poemas, turista aprendiz on fevereiro 11th, 2011 by adriana arakake – 1 Comment

Carlos Diaz Prazer em conhecê-los, 2010

coloque o som aqui: amanheça bicho solto

no bambu tem comida

água no bebedouro 

eles vem, vem todos,vem muitos

amanheça bicho solto

de manhã, nascem junto com o sol

abro a porta para os anjos

não sinto mais a boca amarga

e então,  recomeço com o canto.

hai kais comestíveis

Posted in brasileiras, frutas, poemas, turista aprendiz on fevereiro 7th, 2011 by adriana arakake – Be the first to comment

laranja madura

pica, corta, espreme

salada de fruta

ideia pensada

suco de goiaba

sede matada

o meu pomar

Posted in brasileiras, crianças, frutas, livros, natureza, poemas, turista aprendiz on dezembro 30th, 2010 by adriana arakake – Be the first to comment

Se eu tivesse um pomar, um pequeno pomar que fosse, não lhe poria grades à roda,

como os outros proprietários. Não poria, a guardá-lo, um desses cães enormes,

rancorosos, que andam sempre rondando os pomares …

O meu pomar seria assim: todo aberto, para todos.  E, quando o outono chegasse e

as árvores ficassem cheias de frutos amarelos e vermelhos, nenhum pobrezinho teria

fome, nenhuma criança choraria de sede, passando pelo meu pomar …

E, no inverno, ainda haveria lá, onde alguém se abrigasse, quando chovesse muito ou

fizesse muito frio …

Se eu tivesse um pomar, ele estaria sempre em festa, cheio de borboletas e de

pássaros …

Como eu seria feliz, se tivesse um pomar !

 Cecília Meireles

Do livro : Criança meu Amor, Editora Nova Fronteira

meu limão, meu limoeiro

Posted in brasileiras, doces, frutas, mordidas sonoras, poemas, receitas, turista aprendiz on dezembro 19th, 2010 by adriana arakake – Be the first to comment

 Meu limão, meu limoeiro

Composição: Domínio Público, versão e adaptação de Renato Teixeira

E era ainda um menino
Meu pai me disse assim
Presta atenção no limoeiro
Prá vida compreender
E prá que eu não esquecesse
Meu pai me ensinou
Uma velha canção do povo
que ele modificou

Meu limão, meu limoeiro
Quem te vê pode provar
Sua flor é muito doce
Mas seu fruto é de amargar
Meu limão, meu limoeiro
Meu pé de jacarandá
Uma vez tindô lelê,
outra vez, tindô lalá

Um dia eu me apaixonei
De um puro e calmo amor
Que se acabou num fim de tarde
O fruto em vez da flor
Lembrei então do grande amigo
Do que ele me ensinou
E prá espantar o sofrimento
Cantei na solidão

Meu limão, meu limoeiro…

 E assim se vai tocando a vida
O sim versus o não
Na lida do dia a dia
A busca da razão
Por isso quando eu tô em casa,
Tocando violão
Eu canto sempre o limoeiro
E alegro o coração

Meu limão, meu limoeiro

Receitinha:

Caipirinha

Ingredientes:

1 dose de Cachaça

1 Limão Tahiti

3 colheres de sopa de açúcar

4 cubos de gelo

Modo de preparo

Corte o limão em 4 partes, retire os caroços e o filete branco do centro.

Coloque o limão em um copo baixo e largo e adicione o açúcar.

Soque com um pilão espremendo o limão e misturando com o açúcar.

Adicione os cubos de gelo e finalmente, a cachaça.

Sirva com um palito para misturar

Fonte:  www.butiquedacachaca.com.br

Adélia Prado

Posted in brasileiras, livros, poemas, turista aprendiz on novembro 29th, 2010 by adriana arakake – 7 Comments

O pai cavando o chão mostrou pra nós,
com o olho da enxada, o bicho bobo,
a cobra de duas cabeças.
Saía dele o cheiro de óleo e graxa,
cheiro-suor de oficina, o brabo cheiro bom.
Nós tínhamos comido a janta quente
de pimenta e fumaça, angu e mostarda.
Pisando a terra que ele desbarrancava aos socavões,
catava tanajuras voando baixo,
na poeira de ouro das cinco horas.
mãe falou pra mim: “Vai na sua avó buscar polvilho,
vou fritar é uns biscoitos pra nós”.
A voz dela era sem acidez. “Arreda, arreda”,
o pai falava com amor.
As tanajuras no sol, a beira da linha,
o verde do capim espirrando entre os tijolos
da beirada da casa descascada, a menina embaraçada
com a opressão da alegria, o coração doendo,
como se triste fosse.

Do livro Bagagem, de Adélia Prado